domingo, 17 de outubro de 2010

Elegia


As graças de um amor que mais parece irreal, é que permeiam sempre meus pensamentos mais longínquos, minhas duvidas mais pecadoras. As graças de um amor que não virá.


E que ainda assim eu acredito...

E essa vontade desse amor acontecer é o que permeia meus sonhos e meus pesadelos que nunca acontecem por que meu sono é tão pesado. Os sonhos que nunca se realizam e que ainda assim eu os sinto...

Nem um amor, nem o maior dos sonhos... Nem a dor de ver ninguém partir, de ver ninguém chegar, nem se quer esta dor vem agora pra mim, essa dor que desejo sentir pra me sentir viva. Esta dor que já existe, mas que falta desabrochar.

E buscando sentido perdi-me. E buscando direção perdi-me. E buscando solução pra problema algum... Perdi-me.

E agora você me pergunta se eu estou triste?

Não, não... estou somente desiludida.

Tão pouco vivida e tão perdida.

O mundo já não tem tanto espaço, tem somente muita gente dividindo o mesmo passo de amor, o mesmo abraço de dor, o mesmo sorriso de flor.

Encontro inspiração apenas quando estou assim nem alegre, nem triste. Somente desiludida.

Dois quartetos e dois tercetos era um soneto que queria fazer.

E fiz apenas uma elegia.





Tainna Vieira

1 comentários:

Joaquim disse...

Esse foi profundo.

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