terça-feira, 19 de outubro de 2010

Prosa.


Parei hoje com um amigo pra conversar.
Trocamos nossas dúvidas e compartilhamos nossos desejos.
Falamos de dor, de amor e de morte.
Falamos da ausência da sorte. 
Percebemos nossas incriveis semelhanças e nossas disparidades.
Lembramos conversas de um tempo atrás, sentimentos de um tempo atrás...
Lembramos desse tempo atrás.
Nossos sonhos de menino, nossos versinhos infantis e nossas brincadeiras de roda.
Nossos sorrisos sinceros e despreucupados, nosso desenho animado favorito.
O choro de desespero.. que era tão rapidamente calado, que era tão bobo.
As brigas entre amigos, tão facilmente perdoadas.
Lembramos e fizemos comparações, e foi tão perfeito pra mim.
A conversa mais perfeita , da amizade tão cheia de defeitos...
Você me falou sobre a sua dor, sobre seu amor... sobre a sua sorte.
Eu te falei de morte... e falei do meu amor.
E a gente se completou naquele momento, onde eu e você tão imperfeitos, nos achamos um no outro.
Nos achamos perdidos e vazios... nos achamos em nós.

domingo, 17 de outubro de 2010

Elegia


As graças de um amor que mais parece irreal, é que permeiam sempre meus pensamentos mais longínquos, minhas duvidas mais pecadoras. As graças de um amor que não virá.


E que ainda assim eu acredito...

E essa vontade desse amor acontecer é o que permeia meus sonhos e meus pesadelos que nunca acontecem por que meu sono é tão pesado. Os sonhos que nunca se realizam e que ainda assim eu os sinto...

Nem um amor, nem o maior dos sonhos... Nem a dor de ver ninguém partir, de ver ninguém chegar, nem se quer esta dor vem agora pra mim, essa dor que desejo sentir pra me sentir viva. Esta dor que já existe, mas que falta desabrochar.

E buscando sentido perdi-me. E buscando direção perdi-me. E buscando solução pra problema algum... Perdi-me.

E agora você me pergunta se eu estou triste?

Não, não... estou somente desiludida.

Tão pouco vivida e tão perdida.

O mundo já não tem tanto espaço, tem somente muita gente dividindo o mesmo passo de amor, o mesmo abraço de dor, o mesmo sorriso de flor.

Encontro inspiração apenas quando estou assim nem alegre, nem triste. Somente desiludida.

Dois quartetos e dois tercetos era um soneto que queria fazer.

E fiz apenas uma elegia.





Tainna Vieira

sábado, 16 de outubro de 2010

RegressO

  Hoje eu cantei... muito mal por sinal.
Um canto descomprimissado com meus gostos musicais.
Canto sem sentido... canto de desespero e desapego.
E no meu canto rouco e desafinado achei minha poesia...
que não via havia dias... que já não via.
Ela estava presa em meus sabores adolescentes... e solta dentro de mim.
Ela era triste... e por muitas vezes vazia.
Ai... ai poesia.
E no meu canto eu voltei no tempo... e parti lentamente desta dimensão.
E no meu canto eu sumi.
Mas só por um momento minha voz encontrou discernimento... pra cantar meus seres.
Pra cantar meus tempos de outrora... pra cantar-me impacientemente.
E a minha poesia tornou-se mais minha e mais do mundo ao mesmo tempo. Tornou-se mais do mundo porque transparece em mim.
                                                              




Tainná Vieira

quinta-feira, 14 de outubro de 2010

Verde-negro



Sonhos que eu vi desabar...
Um vento os levou longe daqui
E os meus olhos alcançam só o verde mar.
É a cor dos meus olhos desde que nasci.

Quatro horas, e o meu sono já não vem.
Cinco horas, e o meu sonho não passou.
Oito horas, e os meus olhos nada veem.
Nove horas, nada além da verde cor.

Barba feita. Praia, sol e um beija-flor.
Lua branca. Mais que flor? eu nunca vi.
Teu olhar já não enxerga minha cor...
Negros olhos. Barba feita e um Bem-ti-vi.

Tua boca, lindos dentes, linda cor.
Branco neve, lua branca, branca flor.
E que olhos são assim daquela cor?
Olhos verdes, negros olhos, linda cor.

Essa boca , essa voz e aquela dor.
Já não sei que dor maior que tu possuis...
Esses olhos, verdes-negros, qualquer cor.
Esconderam a algum tempo a branca luz!!!


Tainná Vieira

segunda-feira, 11 de outubro de 2010

Cantarolando!


Se eu fosse fazer uma música agora...
Cantaria os beijos, os abraços e os apertos de mão,
 cantaria os sorrisos e os gritos de alegria...
Cantaria os amores e cantaria os amigos.

E sairia por aí cantando as coisas mais simples
e os amores quase perfeitos, e os sorrisos mais coloridos
e os olhares mais compreensivos
que eu pudesse cantar.

E sairia por aí cantado a vida dos outros
de todos os meus amigos, e as coisas lindas que eu tenho
e os beijos mais apertados
que eu pudesse cantar

Eu cantaria bem alto, bem do alto das estrelas
bem do alto das cidades...
E mesmo que ninguém quisesse me ouvir
mesmo assim eu cantaria...
A música que não existe, porque eu não sei fazer!!!



Tainná Vieira




domingo, 10 de outubro de 2010

Dispropósito!




Hoje eu ainda não fechei os olhos.
Ainda assim, não vejo nada do que queria ver.
Vejo apenas o que eu não li, sinto só o que eu já senti, ando apenas o que eu nunca andei, corro apenas onde eu já passei, choro as lágrimas que eu sempre senti.
Hoje eu ainda não abri a boca.
Ouço apenas o que sei cantar, sonho só o que não sei falar, olho o mar e não explico a cor, piso a terra e não explico o cheiro.
Tem alguém que eu não sei quem é.
Olho alguém não sei se alguém me quer.
Sinto alguém que tem cheiro e tem cor, e esse alguém pode ser meu amor. Meu amor? alguém quer me dizer quem é?
Hoje eu ainda não tapei os ouvidos.
E falo apenas o que não vou contar, e sento só onde não tem lugar. E onde o vazio sabe me enxergar...
Paro e penso. Tento e espero. Olho e saio. Corro e vaio. Fujo e volto. Sonho e solto... o sonho que eu quis ser.
Um tom de cinza, um tom de mar e um furta-cor... e aquele alguém que se dizia meu amor? Nem é amor, nem paixão, nem é calor. Nem atração, nem solução... apenas dor.
Hoje eu ainda não mexi as pernas.
Mas andei tanto, mas corri tanto que estou cansada.
Caminho sã, corrida vã ... e o fim da estrada?
Está tão longe de chegar!



Tainná Vieira

sábado, 9 de outubro de 2010




Buscava inspiração em músicas tristes e por muitas vezes encontrava... mas descobri que essa tristeza vinha não das músicas, mas de mim. Escrevia bem, frases que eu lia e sentia que eram tão minhas, tão de dentro do meu ser, que pensava seriamente em compartilha-las ou não.
Hoje não escrevo mais...
Mas nas vezes que o faço não encontro nos meus versos a minha verdade, a vejo por muitas vezes mascarada atrás de palavras bonitas, que aprendi na faculdade, atrás de dias cansados e produtivos.
Assim sinto uma falta imensa... das palavras que eu não digo mais, dos versos meus que hoje não possuem mais rimas, das coisas tão melancólicas que até eu mesma apagava e refazia várias vezes. Sinto saudade dos beijos, das lágrimas que sempre faziam-se presentes... como poesias românticas de séculos atrás.
E vejo que essa falta... é da vida que eu tinha antes, dos amigos (muitos que não mas vi), das músicas que hoje não tocam mais, dos momentos que não tem mais a importancia que antes eu dava.
A falta é da lentidão dos dias, que eu rezava pra passarem logo.


Tainná Vieira

quinta-feira, 7 de outubro de 2010


Apenas alguns minutos pra contar tudo que ando sentindo nos ultimos dias é o que tenho. Estou bem, até feliz eu diria, porém tão confusa, tão cheia de incertezas...
Luz no momento é o que procuro. Luz e serenidade.
E nos meus sorrisos sempre percebo uma ponta de razão, e outra de loucura. Será que estou certa ou louca? essa é a pergunta que me vem todo santo dia!
Espero estar LOUCA... já tive certa por muito tempo e isto de nada me adiantou!!!


Tainná Vieira

domingo, 3 de outubro de 2010

Quem eu quero comigo!



Mas são eles...
Que me abraçam nas minhas horas de desespero
Que quase nunca ficam rindo das piadas sem graça que eu conto corriqueiramente.
E por muitos momentos me falam o que eu quero ouvir
Em outros apenas me dizem o que eu preciso ouvir... e falam sem delongas.
Fazem dos momentos mais simples... os mais especiais!
Fazem dos especiais, inequecíveis...
Fazem de mim a menina mais Feliz!
Meus amores... meus amigos que levo sempre comigo...
Meus anjos protetores... Eu amo vocês!



Tainná Vieira

sábado, 2 de outubro de 2010

Segredo!

Reclamas ao dizer que só escrevo coisas tristes, talvez porque escrevo o que sinto. E encontro inspiração nos momentos em que estou triste. Não havia dito nada sobre as coisas que me falás-te. Achei bonito, de bom gosto e me senti especial. Você disse que me via como alguém que não aceitava regras, ou como alguém que queria ser diferente. E eu particularmente penso assim, que eu posso ser melhor ou pior, mas nunca igual. Me faz bem saber que alguém olha isto...
Que alguém nota meu esforço diário.
Menino que eu discordo, menino que digo muitas vezes que odeio...
Você descobriu meu segredo!