quarta-feira, 14 de setembro de 2011

Félicité


Diante dos últimos fatos, eu digo felicidade. Digo calmaria, sono bom. Digo verdade.
Aqui os momentos são passageiros demais. Está aqui, não está. Essa alegria de ser vida, de fazer chorar de rir. A cantoria de hoje canta FELICIDADE. Será isso meu Deus o que sinto agora?
Só porque não paro de dizer que eu amo ... Que amo as pessoas e o que elas me acrescentam. Que só me fez bem todo esse tempo... as lições que a gente aprende, estão aprendidas e pronto.
O tempo é bom pra sonhar... e pra sentir essa brisa de agora, que só me traz a paz e me faz ser mais feliz.
E confesso uma estranheza danada, está de fato feliz é muito medonho. Enquanto dura este cheiro de flor doce, eu vivo e aproveito as boas sensações. Se acabar tanto faz, tanto fez... já valeu tanto a pena.


Tainná Vieira

domingo, 11 de setembro de 2011

Miragem


No caminhar desta tarde... eu vi você.
Mas não sei se foi verdade, e a verdade é esta que se vê no me caminhar... de tanto que queria lhe ver acabei por imaginar que você estava ali, com seus amigos contando as suas vantagens.
Mas agora pensando bem, ficou claro demais que não era seu rosto, não poderia ser... o rosto que vi era inocente demais pra ser seu, era gentil e alegre demais, não tinha a tua malícia rapaz... tinha não.
E quem dera eu, fosse o rosto teu ali, tão perto de mim... e quase perto do meu.


Tainná Vieira



terça-feira, 6 de setembro de 2011

Sentiment


Mas é muito grande a responsabilidade de colocar dentro de alguém algo que lhe falta, porque se um dia por acaso você perder este alguém, vai continuar faltando o que ele supostamente completou, e vai faltar ainda mais coisas. Por isso  nunca se deve deixar-se nas mãos de ninguém, se a gente se prende não é feliz de fato, pois depende de outro alguém. O bom é ser acréscimo, não complemento.


Tainná Vieira

domingo, 4 de setembro de 2011

Prosa na madrugada


Teria tantos títulos pra este poema. Poderia chamar de "Amiga", e até mesmo "confidente".
Poderia falar de como me sinto bem pelo fato do tempo passar, das pessoas mudarem em mim, dos gestos serem os mais simples e ao mesmo tempo os mais lindos! Não sei falar de sentimentos, as vezes faço uma coisa ou outra pra demonstrá-los, as vezes dá certo e as vezes não.
Por agora me faltam as palavras bonitas. A beleza está nos gestos de afeto, nas palavras de compreensão, nas tão boas conversas na madrugada, na tua especialidade que é o brigadeiro, na minha especialidade que é o não sei que, não sei que lá. A beleza tá no abraço, na quase lágrima, no segredo. A beleza está nisto que surge e a gente percebe pouco a pouco.
A beleza de fato está na chuva, e no minuto que a gente esquece que a vida é breve, que a gente não liga pra roupa molhada, nem para as pessoas que teimam em nos julgar. A beleza minha amiga está no não ligar!


Tainná Vieira

quinta-feira, 25 de agosto de 2011

Elle a insisté sur l'écriture



Calada com os botões da minha blusa, eu insisto em escrever.
Meu verso é livre agora, por isso está sem rima e sem as cores da primavera.
Meu verso não é conduta, nem prisão. É onde eu consigo libertar os meus demônios, onde está toda minha dor, toda a minha raiva... E todo amor que eu sinto.
Meu verso é complemento de mim.
É chão que piso.
É noite clara.
Clareza sem que haja luz.
Como pode ser verso então?
Não há discernimento, nem figuras de linguagem, meu verso é a verdade, a mentira e a ilusão.
O meu verso é paixão, onde revelo os meus desejos, onde expresso meu desespero.
O meu verso é desabafo, é canto triste das noites de cantorias.
Ele é meu, sou eu, e é assim que me ponho no mundo.


Tainná Vieira

terça-feira, 23 de agosto de 2011

Eu penso ser Geógrafa!


Resolvi ser na vida... o que a vida quiser.
Não deu certo ser cantora, meu canto é desafinado. Poderia eu ser viajante, mas criei raízes neste lugar, me apaixonei pelas pessoas. Ainda algumas vezes passa em mente a ideia de lecionar, acho que não é uma boa ideia, mal sei de mim... então como eu poderia ensinar? Mas deixa estar que eu serei o que a vida quiser. Posso até ser boêmia, das noites mornas de lua não muito cheia... beber os poemas, escrever novos vinhos, dançar a música daqueles que ainda não sabem o que irão ser. Acho uma boa a boemia. 
Mas o que eu gosto mesmo é de querer saber das coisas, é de falar com as pessoas, sentir o cheiro da vida que brota do chão, e como este chão que piso agora se formou. Eu gosto mesmo é de tocar nas coisas, do sol e do vento no meu rosto, da chuva enquanto eu corro do frio. Gosto de andar, correr se necessário... das trilhas da vida. Eu gosto mesmo de falar, de opinar sobre coisas do meu lugar, e de ver como este lugar se transforma a cada dia mais. Por isso penso em ser Geógrafa, talvez até faça faculdade de Geografia um dia.
Foi isso que a vida quis de mim, eu aceitei. Porque eu quero conhecer o mundo. 

Tainná Vieira

segunda-feira, 22 de agosto de 2011

l'amour qui ne rentre pas dans l'amour

        

         Que posso eu me queixar de vocês, se são somente vocês que colhem meus mais sinceros sorrisos, são vocês que guardam meu lugar na fila, e um também em seus corações. Que posso eu se não jogar as mãos aos céus e agradecer o fato de vocês enxugarem as lágrimas de agora e pelas vezes que vocês dizem que tudo irá dar certo. Hoje trouxeram-me as flores da estrada, guardaram um pouco do perfume que colheram da tarde e trouxeram junto. Que posso eu se não amá-los, querer o bem de cada um de vocês, se hoje em especial vocês me acolheram em seus braços, deram-me colo para que eu chorasse as lágrimas de uma vida. Me sinto tão inferior, por não fazer nada de extraordinário a meus, nada que chegue nem perto do que eles fazem por mim.

         A sorte é minha melhor companheira, a sorte de tê-los aqui comigo, da gente sair pra comer num lugar qualquer... e se divertir fazendo coisas bobas, lembrando os tempos de crianças. Estas coisas simples que eu não posso deixar calar, pois hoje o sentimento que eu tenho por vocês não me deixa não dizer o quanto é grande este amor, esta vontade de que todos caibam aqui no meu quarto, pra que possam me abraçar e dormir perto de mim, já que não gosto  de dormir sozinha.
           
         Meus amores-amigos obrigada por especialmente nos últimos dias estarem junto comigo... eu amo tanto vocês, mas tanto. Que de tão grande esse amor nem cabe no meu poema, nem cabe na minha música, nem cabe sequer dentro de todo este amor!

Tainná Vieira

quinta-feira, 18 de agosto de 2011

Olha só o que nós temos aqui!


Casa, comida, trabalho.
Vou dormir que amanhã tem o trabalho.
Antes vou tomar banho, jantar e ler um pouco, pra depois poder dormir de vez.
Mas ainda antes de dormir, vou checar a minha caixa de emails pois pode ter algo que me importe.
E depois tudo isso eu vou dormir, para sonhar que amanhã não tem trabalho!
Enquanto o sono não vem ouço as mesmas músicas que falam de amor, e que descrevem um pouco do que sou eu. Não abandonei também a música instrumental francesa, nem os versos desnudos que leio para acalmar meu tempo. 
O sono ainda não veio aqui me visitar, o espero com a ânsia de uma noiva apaixonada.
Enquanto não vem, eu leio um bom livro que fala das flores na estrada, mas não fala muito de amor.
Vejo um filme, escrevo um conto... faço tudo mas o sono não vem.
Talvez seja a hora de parar de pensar em você!
ZzZzZZzZzzZzZZZzzzzZzZzzZzZzZZzz

Tainná Vieira

quarta-feira, 17 de agosto de 2011

ÉPHÉMÈRE



Essa música que de tão leve embala meu sono, é a música de me ninar. Ai ai... ainda bem que o tempo não é estático, e o espaço pode ser modificado com simples palavrinhas mágicas. O sono vem, e eu durmo, e por umas cinco horas me ausento de todos os males, embora eu saiba que no dia seguinte terei de enfrentá-los novamente. Vamos a realidade... fica dormindo e perde a parada, é até triste se não fosse cômico, eu sei que o certo seria que esta frase saísse contrária... mas eu não ligo para a estética do texto amores. 
Recomeço, recomeço, recomeço... vou gritar aos quatro cantos a palavra recomeço... talvez seja hora de jogar fora alguns sentimentos, e quem sabe velhos escritos, roupas não mais usadas, estas coisas todas que só estão entulhando meu quarto. Jogo agora o falso amor, que vá fora daqui também os falsos amigos. Eu quero é me libertar. Jogo fora a última lágrima por este amor, jogo o ultimo verso mal escrito, jogo as palavras que eu ainda tinha por dizer.
Quero música nova, quero coisa moderna, quero uma nova memória. As coisas são efêmeras  e aí está toda a minha sorte.
Eu poderia ficar triste, mas eu escolhi ficar feliz.



Tainná Vieira

domingo, 31 de julho de 2011

Bon Voyage



A estrada que se segue, é calma. Monótona em alguns pontos, a viajem longa me dá sono.
Ao lado tenho comigo uma mala cheia de roupas mal passadas, tenho também um velho travesseiro que guardo desde criança. Não diria que o que estou fazendo agora seja um tipo de fuga, não fugiria da vida... é mais uma espécie de recomeço, de deixar pra trás. Penso tanto nos amigos que vou deixar aqui, mas partir é a chance que eu tenho de conhecer esse mundão, não posso deixar esta chance ir longe de mim.  
No caminho ouço as músicas que ouvia nas noites de festa com os meus, tenho um livro com os versos escritos por eles, levo tudo isso comigo, no meu colo. Na minha bagagem carrego inúmeras lembranças dos corações que eu deixo nesta cidade, não iria sem levar um pouco de vocês.
Vou deixar também algo de mim, para que vocês sempre lembrem-se dos meus olhos de carinho, deixarei uns versos novos que fiz e minha coleção de CD's, deixarei também para quem quiser um lugar vago no meu coração, cabe todos vocês eu acho...
Por agora eu olho as arvores frondosas desta estrada, temos tantas estradas por percorrer ainda. O sono não vem e poucos aqui se dispõem a falar sobre as arvores da estrada, lembro do tempo em que caminhava entre as arvores com os meus. A saudade é malvada demais, a saudade acaba com o meu desejo de ir...  Passam as luzes, e poucas são as vezes que eu avisto as flores da estrada, mas quando vejo sinto uma alegria tremenda, lembranças do tempo em que brincava no jardim de minha avó.
Só peço que não se preocupem, estarei bem, muito confortável acredito, ademais as férias logo chegarão e poderei visitá-los... além disso mandarei para todos lindos cartões postais. Sei que será difícil deixar uma vida para trás... mas tenho que ir... essa vontade de me achar é mais forte do que eu.
Um beijo meus amores!
Algumas batalhas são travadas por amor (Anos Incríveis)
Tainná Vieira