domingo, 15 de maio de 2011

Sem cheiro e sem cor... E o sabor?


É com você mesmo. 
Siga-me se quiser, mas mostre seu olhar ao caminhar perto de mim, deixe que te veja.
Nada mais te pedirei, a não ser é claro, teu prazer... Teu sorriso de delírio e dor. Teu canto sórdido, tua voz amarga ou doce. É muito para você? E é doce seu cantar?
Você que me lê, que guarda minhas fotografias, deixa eu te conhecer pra poder te seguir também.
Não te pedirei nada além de uma flor, de um vinho e um vaso para por as flores, e taças para o vinho, claro. Teu sono leve, teu bocejar... Nada mais que teus segredos, teus sonhos, tuas dores. Isso é pedir demais? E é quente teu andar?
Preencho estas linhas de uma folha branca. Termina esta historia comigo rapaz. Conta comigo essa lenda. Deixa que eu te levo pela mão, e te mostro o caminho. Conta também tua historia, fala sobre tua vida e se mistura na minha... Perde-se comigo.
É grande demais a espera que você me faz sentir, a ânsia e o medo... O desejo de não te perder, o saber que eu ainda não te tenho. Não faça assim meu rapaz, já disse em outros poemas, meu tempo é relativo... Não deixe que passe tão rápido, nem que demore demais.


Tainná Vieira

sábado, 14 de maio de 2011

Relatividade

O tempo agora é relativo... pode ser que não. Eu sei que para mim passa rápido demais, canta e chora no mesmo ritmo que eu, e dança junto comigo. Agora é tudo relativo, ou quase tudo. Como eu que muitas vezes dou voltas nas opiniões. Agora que o tempo vôa e demora. Agora, eterno é agora, que as vezes passa rápido, mas que também demora.
Agora que ele passou e não me viu, não me tocou, agora demorou. E depois passou tão rápido, quando ele olhou. Areia branca do mar, vôa rápido-devagar, suja meus pés com esta areia.
Agora que o tempo é agora, ele não veio me ver. Agora acabou e é depois.
Já esperei tempo demais, ou de menos... já nem sei.
Só sei que demora esse agora.


Tainná Vieira

quarta-feira, 11 de maio de 2011

retour possible


Me pergunto porque tanto vai e volta. Porque a lágrima, e os sorrisos desesperados.
O jeito com que toca meus cabelos, deixa em mim um tempo bom... que vai e vem como nós dois.
Nessa dança eu sinto que pouco a pouco vou me perdendo, mas não me acho depois em você.
Me pergunto porque a ilusão... porque esse desejo de ilusão.
De leve sinto suas mãos tocando meus cabelos, eu olho você.
E por menos que eu queira, não consigo tirar os olhos do seu cheiro.
O som das suas risadas, o seu encostar no meu ombro nu, é o meu detalhe.
É você que é, se for perto de mim, e eu sem ser nada perto de você.
Por isso talvez o desprezo. É uma resposta plausível, não?




Tainná Vieira

sábado, 7 de maio de 2011

Eu minto.



Hoje estou ácida.
Sem palavras bonitas, sem versos, sem rimas, sem cor.
Por isso, e somente por isso, hoje não falarei das flores. Nem dos sóis.
Não falarei da vergonha, da dor de cabeça. Não falarei de você.
De nada que me lembre seu olhar.
Não contarei sobre seu olhar doce em direção ao meu.
E de nada que me recorde seu beijo, de nada que me recorde o estar com você.
Não ligarei se quer para o choro de agora, pois sei que agora é um instante tão fugaz quanto o depois.
Hoje não lembrarei dos perfumes, das rosas brancas, dos bombons e de nada que me recorde teu abraço forte.
Tua mão, dessa sim vai ser difícil esquecer, pois eram elas que fechavam meus olhos nos dias cansativos.
Ficou claro eu acho, não sentirei falta de nada, além das mãos.
E juro que não contarei mentiras, pois já não acredito no que eu digo.

Tainná Vieira

domingo, 1 de maio de 2011

Tom





Ao som da música leve, eu descanso. Lembrando os filmes repetidos da TV.
Vem um sono, uma calma que nada parece real. A música muda o tom. AGITO!
Levanto para arrumar minhas coisas, nada arrumado. BAGUNÇA!
Coral das vozes noturnas, coral canta os amores, cantas as flores da estrada.
Sempre falo das flores!
CANÇÃO!
Mudam agora os cantores, agora cantam mulheres. E novamente a calma.
Retorna os bons pensamentos, enquanto ela canta. Mas que dor!
Que dor eu sinto no rosto da mulher que canta, que cansaço. Dorme em mim esta mulher!
Sai de mim.
Minha música não deve ser triste, é no agito que faço bem as coisas.




Tainná Vieira

sexta-feira, 29 de abril de 2011

O amor eu não sei contar



Que seja amor ao que não é verdadeiro, que seja perda de tempo.
Eterno no segundo que corre, maduro no grito e na lágrima.
Que seja realidade nua e cozida, que seja o que a verdade possa mentir.
Distante na estrada dos desencaminhados.
Que seja vida no instante que passar,
eterno vento que sopra nos meus cabelos crespos.
Que seja o que eu não sei explicar, amor, amigo, amante...
Que sejamos sós e juntos um do outro, que sejamos luzes nas terras desenluminadas
Que eu seja até mesmo neologista, só pra rimar amor com você.
A felicidade é pequena demais, o eterno é estar em um barco agora, e o amor?
Este não sei contar, mas posso dizer que deve ser ao menos metade do eu sinto agora, metade dessa dor, dessa alegria...
Metade de tudo isso misturado em um caldeirão.


Tainná Vieira

sábado, 16 de abril de 2011

Poeminha de amor

Os amores perfeitos são quase impossíveis.
Mas quando possíveis, são mais-que-perfeitos.



Tainná Vieira

domingo, 3 de abril de 2011

Mensagem subliminar





Escrever tornou-se agora um refúgio. Nas palavras encontro o meu entendimento.
E na calma do digitar, ouço sinos que me trazem pouca inspiração. 
Por agora escrevo sonetos, as vezes crônicas e versos soltos.
Por agora eu escrevo a calmaria e ao mesmo tempo o desespero, a sorte de um amor de vai-vem.
Escrevo somente a tarde, o barco, a conversa a dois.
E principalmente escrevo coisas soltas, sem nexo, para que somente os meus entendam.
Para que eu possa nas minhas palavras dizer quem eu sou. Mas ainda que me revelando por total, só os meus saberão que eu sou, o que faço, para que vim ao mundo. Nestas palavras de agora deixo um pouco de  mim, se for esperto me descubra, se for atento é aqui que eu revelo o meu segredo, ache-o.
Por enquanto me guardo em palavras, para não ser tão fiel ao mundo, deixo subliminar as coisas que dizem algo de mim.


Tainná Vieira

domingo, 27 de março de 2011

Amanheceu!




Na calma sigo meu passo, por muitas vezes sonolento, parado.
Sigo o passo no passo da alegria, ainda que em alguns dias o meu passo seja triste,
no fundo de toda tristeza eu guardo a beleza da alegria.
Ando por estradas vazias, e por vezes durmo em algum banco de praça, pra esperar o dia chegar.
Durmo e sonho o caminho colorido, e acordo com o canto do bem-ti-vi.
Bem te vi... dia que chegou!

quinta-feira, 17 de março de 2011

Deixe apenas o que for bom



E cada segundo que passa ... é um segundo que eu perco um pouco mais. 
A cada minuto, um farol, uma declaração de meia hora.  
A cada hora uma nova estação, uma nova paisagem verde-oliva. 
Sinto que é tão estranho e bom, como se o tempo fosse feito de memórias, momentos, onde a hostilidade não cabe. 
Passa agora a brisa leve, leva, levo esse dia comigo.
Em um vento um pouco mais forte, levar o meu infortúnio, tormento. 
Pegue meus monstros, deixando apenas as flores doces da estrada, as quais tanto prezo. 
Um tufão está acontecendo aqui agora, agora que muda o ano, e as nuvens são mais azuis,  leva as nuvens, pedaço mais frio de mim, leve consigo também. 
Leve este sentimento de culpa breve, quando eu não durmo o sono dos justos, a culpa de nem sempre escrever para os amigos, leva a culpa ... 
Deixe-me a calma, leve somente a calmaria. 
Deixa o desejo, deixa o tom, o ritmo e a música de instrumentos leves.
O despertar, a alegria do meu rosto, solta, sem realizar esse sonho. 
Mas leve os falsos amigos, as falsas memórias, leva somente toda ilusão que me enfraquece nas manhãs de pouco sol.
Todo o resto é suportável, mesmo se a energia do vento diminuir, eu sei que os anos passam ... tão rápido quanto os segundos. 
Ficar perdido já não é o problema, tem tanta coisa envolvida nisso, se o tempo é curto. A principal questão é onde se perder, e com quem. 




Tainná Vieira